Editora Impacto Literário
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Tem uma fração da elite brasileira convencida de que a solução do país é uma só.

revogar as normas trabalhistas colocar um tronco no meio da empresa, amarrar o colaborador e chicotear o problema desse raciocínio não é (só) moral. É aritmético.

Tem uma fração da elite brasileira convencida de que a solução do país é uma só.

O capitalismo contemporâneo não se sustenta em salário baixo. Ele se sustenta em consumo de massa. E o exemplo mais caro dessa lição está do outro lado do mundo: a China não cresceu e depois formou uma classe média — ela formou a classe média e cresceu por causa disso. São 400 milhões de pessoas, segundo estimativa do próprio governo chinês. Mais do que os Estados Unidos inteiros. Quase o dobro de todo o Brasil, que tem 213,4 milhões de habitantes (IBGE, 2025). E repare: classe média lá não é achismo. É faixa de renda definida em plano quinquenal. Quando o critério é objetivo, a política pública tem alvo. Quando é opinião, vira briga de comentário. A cadeia é simples. A população consome. O comércio vende. O comércio compra da indústria. A indústria compra matéria-prima. A roda gira. Corte o primeiro elo e ela trava inteira — porque salário não é só custo, é a receita de alguém. O consumo popular de que estamos falando não é luxo: é um cinema no fim de semana com a família, uma camiseta, uma calça jeans, uma máquina de lavar. É disso que se faz PIB. Você não precisa ter Deus no coração para chegar nessa conclusão. Basta saber contar. Pobreza não é ajuste fiscal — é mercado que não existe. 📌 Salve para reler quando alguém disser que direito trabalhista é o que atrasa o Brasil. #economia #consumo #classemédia #trabalho #brasil #dados #reformatrabalhista #mercadointerno